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Avaliar um carro em um test drive rápido é simples. Difícil mesmo é conviver com ele no dia a dia, pegar estrada, enfrentar trânsito pesado, dirigir à noite, viajar por horas seguidas e entender, na prática, onde o carro realmente acerta — e onde ele cobra seu preço.
Depois de mais de 3.500 km rodados em pouco mais de um mês, chegou a hora de contar como é viver com o Honda WR-V 2026, sem roteiro de assessoria, sem ficha técnica fria e sem repetir discursos prontos de quem nunca passou uma semana com o carro.
Aqui é experiência real.

Uma das maiores dúvidas de quem pensa em comprar o WR-V é o consumo — e ele entrega exatamente o que promete.
Na prática, isso significa menos idas ao posto e mais tranquilidade no dia a dia. É um carro que você abastece e simplesmente esquece.
Esse talvez seja o maior mito em torno do WR-V.
Sim, o carro tem baixo torque em baixa rotação, o que deixa a arrancada mais lenta. Isso é fato.
Mas isso não define o desempenho real do carro.
Na estrada, o WR-V surpreende:
Em testes reais de rodagem, foi possível comparar o desempenho com diversos carros 1.0 turbo, e o WR-V mostrou mais fôlego em alta, algo que dificilmente aparece em análises superficiais.
Chamar o WR-V de manco é olhar apenas para números, não para a experiência.
Aqui o WR-V realmente impressiona.
Mesmo comparando com um HR-V 2021, que já tive anteriormente, o WR-V se mostrou:
A suspensão entrega uma rodagem macia, confortável para longas viagens, sem comprometer a estabilidade — um equilíbrio raro no segmento.
Outro ponto que merece destaque é a condução noturna.
Os projetores de LED iluminam muito bem, ajudam na leitura da estrada e aumentam significativamente a sensação de segurança. É aquele tipo de item que você só valoriza depois de usar de verdade.
O Honda Sensing é um dos grandes trunfos do WR-V.
Muito bem calibrado, ele:
Para quem tem 1,92 m de altura, como eu, o sistema ajuda bastante a compensar o leve desconforto da perna direita em viagens longas, permitindo momentos de descanso com segurança enquanto o carro segue normalmente.

Essa é uma dúvida comum — e aqui vai a explicação técnica.
O WR-V não possui freio de mão eletrônico nem freio a disco na traseira. Esses dois itens são essenciais para o funcionamento do Stop & Go, presente em modelos como City e HR-V.
Ou seja:
Se tivesse o freio eletrônico, o WR-V poderia oferecer ainda mais recursos.
Na versão EX, os encostos não são projetados para frente, deixando um vão grande entre o pescoço e o banco para pessoas de estatura mediana ou baixa. Em caso de colisão traseira, isso pode comprometer a proteção contra efeito chicote.

Ao engatar a ré, o retrovisor não inclina automaticamente.
Num carro alto e robusto, isso dificulta a visualização do pneu traseiro e aumenta o risco de raspar rodas em guias e obstáculos.
Apesar do material ter boa qualidade, o volante da versão EX não é revestido em couro. Após 3.500 km rodados em pouco tempo, o uso intenso resultou até em calos nas mãos — algo que nunca aconteceu em outros Hondas que já tive 😅.

Os freios são excelentes em eficiência, mas algo curioso chamou atenção: em manobras de baixa velocidade, especialmente com o volante esterçado, os freios dianteiros fazem um barulho, como se estivessem raspando ou rangindo.
Não compromete a segurança, mas é algo inédito para mim em um Honda.
Por ser um carro alto, a visualização frontal em manobras é limitada. Um sensor dianteiro faria muita diferença no uso urbano.

O choque veio na prática.
Ao comprar uma planta alta, o instinto foi abrir a porta traseira para levantar o banco — como no HR-V.
Mas o WR-V não possui Magic Seat.
Ainda assim, o porta-malas grande e alto compensou. Pela altura interna e pelo formato, foi possível acomodar a planta sem problemas.
Comparado a outros Hondas:
Por outro lado, um ponto muito positivo:
👉 zero barulho interno após 3.500 km, algo que surpreende, especialmente quando comparado ao HR-V 2021, que apresentou ruídos logo nos primeiros dias.
Sim, há bastante plástico.
Mas eles são:
Comparado a outras marcas, o material parece mais sólido e bem trabalhado.
Muita gente imagina que as versões são muito diferentes — mas não são.
A experiência ao volante é exatamente a mesma.
O que a EX não tem e a EXL entrega:
| Item | EX | EXL |
|---|---|---|
| Bancos em couro | ❌ | ✅ |
| Volante em couro | ❌ | ✅ |
| Carregador por indução | ❌ | ✅ |
| My Honda Connect | ❌ | ✅ |
| Partida remota pelo app | ❌ | ✅ |
| Localização do veículo | ❌ | ✅ |
| Rack de teto | ❌ | ✅ |
| Farol de neblina | ❌ | ✅ |
💰 Diferença média: cerca de R$ 5.000
👉 Se puder esperar, a EXL faz mais sentido, principalmente pensando em conforto e revenda.
A cor avaliada é a Azul Cósmico Metálico, nome oficial da Honda.
💰 Custo adicional: aprox. R$ 2.500

Depois de mais de 3.500 km, fica claro:
O Honda WR-V 2026 é um carro para quem valoriza:
Não é um carro para quem vive de ficha técnica.
É um carro para quem dirige de verdade.
O que mais te faria considerar o WR-V 2026?
Consumo? Conforto? Honda Sensing?
Deixa seu comentário — sua dúvida pode virar o próximo teste aqui no blog.
Leia também: Honda WR-V 2026, o SUV que promete dominar as ruas brasileiras